A Justiça aceitou o pedido de habeas corpus da defesa do cantor Belo. A decisão, divulgada na madrugada desta quinta-feira (18), foi do desembargador Milton Fernandes de Souza, segundo informação da TV Globo.
De acordo com o Metrópoles, o artista foi preso na tarde da última quarta-feira (17) pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, em Angra dos Reis, por meio da operação “É o que eu mereço”, em referência a uma das músicas de Belo. Com a decisão, o cantor deve deixar a cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica.
Belo é investigado por ter feito um show no Centro Integrado de Educação Pública, no Complexo da Maré, durante o Carnaval, sem permissão das autoridades públicas, que proibiram aglomerações como medida de combate à pandemia.
A polícia cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e três de prisão expedidos pela Justiça: contra os sócios da produtora, Célio Caetano e Henrique Marques, e o homem apontado como chefe do tráfico de drogas no Parque União, identificado como Jorge Luiz Moura Barbosa Alvarenga, que não foi encontrado.
Em outra ação, a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática cumpriu a primeira decisão deferida de sequestro e indisponibilidade de bens na sede da empresa Ingresso Certo, referente aos valores recebidos com a venda de bilhetes para a Festa Fresh Day Party.
Ainda segundo o site, Belo e sua família divulgaram nota na quarta em que dizem estar surpresos com a prisão preventiva do cantor. No texto, o artista pede desculpas pelo show, mas questiona a decisão da Justiça. Para eles, a atração foi legalmente contratada pela produtora Série Gold e apontam o fato de eventos culturais em outras regiões da cidade não terem sido alvo de investigação.
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