Três pessoas suspeitas de covid-19 aguardaram em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após não conseguir atendimentos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), em Aracaju, neste domingo (14). O caso foi exposto pela pré-candidata pelo Cidadania à prefeitura de Aracaju, delegada Danielle Garcia, em uma série de publicações em suas redes sociais, em que afirma que as unidades não possuíam vagas de leitos de estabilização para receber os pacientes.
“De novo? Quantas vezes mais isso se repetirá? Um dos pacientes segue esperando em uma ambulância. Outro foi deixado na UPA Jardins, de Socorro. O terceiro foi levado Propriá, que fica a 2 horas de viagem de Aracaju. Essas Unidades de Suporte Básico deveriam rodar APENAS em AJU”, publicou. Ainda segundo Garcia, as ambulâncias rodaram por horas até achar vagas para atendimento.
Aracaju possui oito unidades básicas de Saúde (UBS) para atendimento a pacientes com sintomas de síndromes gripais e as UPAs Fernando Franco, no bairro Augusto Franco, Zona Sul, e o Nestor Piva, na Zona Norte. Até as 12h deste domingo, a capital sergipana registrava 7.481 casos confirmados e 142 mortes.
Outro lado
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disse, por meio de nota, que a rede de urgência e emergência recebeu três pedidos na manhã deste domingo e todos foram encaminhados ao hospital Nestor Piva. Mas que a rede como um todo está sobrecarregada.
Sobre a unidade Fernando Franco, a SMS afirmou que tem 06 pedidos de transferência de pacientes, sendo três para leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e três para enfermarias estaduais por se tratarem de pacientes de outros municípios.
Sobre a situação dos leitos de estabilização a pasta disse que “são pra estabilizar pacientes de baixa complexidade que se agravaram e que precisaram de transferência. Se um paciente tá grave e antes de entrar na rede ele já precisa de um leito de maior complexidade. O Samu precisa levar esse paciente pras unidades de média e alta complexidade. Que são gerenciadas pelo estado, a exemplo do Samu e dos hospitais regionais”.
Já a Secretaria de Estado da Saúde (SES) disse que precisa dos nomes dos pacientes para poder se posicionar.
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