A acirrada disputa pela presidência da Câmara, que ocorrerá no início do ano que vem, já abre um racha entre parlamentares do centrão. A informação foi publicada no jornal O Globo, neste domingo (14). O grupo de partidos foi fundamental para a eleição de Rodrigo Maia (DEM), mas está cada vez mais próximo do governo.
As siglas conseguiram o comando do Ministério das Comunicações, com o PSD de Gilberto Kassab, e também presidências e diretorias de estatais. Antes formado por 12 partidos e com 238 deputados federais, o bloco sofre um esvaziamento que deve resultar na pulverização de candidatos na disputa ao comando da Casa, em 1º de fevereiro de 2021.
Partidos como PL com 40 deputados, PP com 39, PSD com 36 e Republicanos com 32 já foram beneficiados com cargos estratégicos nas últimas negociações com o Planalto. Principal nome do grupo, Arthur Lira (PP) tenta construir consenso entre os pares para ser o candidato à presidência, mas esbarra em aliados também interessados no posto, como o deputado Marcos Pereira, presidente do Republicanos. Pereira tem o apoio da Igreja Universal e também é bem visto pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por ter proximidade com parte da bancada evangélica.
Ele também está entre os partidos atendidos com indicações políticas no governo. O Republicanos emplacou o secretário Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano no Ministério do Desenvolvimento Regional.
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