Brasília – A dívida bruta do governo geral chegou ao patamar de 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB) ao fim de 2025, alcançando aproximadamente R$ 10 trilhões, informou o Banco Central nesta sexta-feira (30). O resultado representa um avanço de 2,4 pontos percentuais em relação ao encerramento de 2024, quando o índice estava em 76,3% do PIB.
Segundo o comunicado da autoridade monetária, o cálculo consolida as obrigações financeiras da União, dos governos estaduais e municipais e das empresas estatais não financeiras. O percentual, divulgado no último dia útil do mês, mostra a variação anual do estoque da dívida em proporção à atividade econômica medida pelo PIB.
A marca de R$ 10 trilhões reflete o aumento nominal do endividamento em 2025, enquanto o crescimento econômico medido pelo produto interno manteve‐se insuficiente para impedir a expansão da relação dívida/PIB, resultando nos 2,4 pontos percentuais de alta registrados no período de doze meses.
O relatório do Banco Central destacou que o indicador fechou 2024 em 76,3% do PIB. Dessa forma, a elevação consolidada ao longo de 2025 levou o índice a seu novo nível, reforçando a trajetória de crescimento observada desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O número, agora oficializado pela autoridade monetária, passa a ser a referência para análises fiscais de curto e médio prazos. A dívida bruta do governo geral é considerada um dos principais termômetros da sustentabilidade das contas públicas e acompanha de perto as discussões sobre política fiscal conduzidas por Executivo e Congresso.
Divulgado no último dia 30, o levantamento também serve de insumo para investidores domésticos e estrangeiros que acompanham a evolução das finanças públicas brasileiras. O Banco Central não apresentou, no boletim, projeções sobre o comportamento da dívida para 2026, limitando-se a detalhar o resultado observado até dezembro de 2025.
Com informações de Claudiodantas
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