Durante depoimento à CPI da Covid-19 nesta quinta-feira (1°), o cabo da Polícia Militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que denunciou um suposto esquema de pedido de propina no Ministério da Saúde, apresentou um áudio de uma conversa em que, segundo ele, mostra o deputado Luis Miranda (DEM-DF) tentando fazer intermediação de compra de vacinas para o Brasil.
De acordo com o depoente, o áudio mostra uma fala de Mirando com o CEO da empresa Davati no Brasil, identificado como Cristiano.
“Quando o Luis Miranda esteve depondo contra o presidente [Bolsonaro], eu recebi naquele mesmo dia o áudio dizendo: ‘Olha ele lá, porém fazendo o inverso aqui’. O Cristiano mandou o áudio. Mandou até o print: ‘Aqui não tem acordo’. Não posso fazer juízo de valores, mas na pratica era fazendo a intermediação de vacinas”, disse Dominguetti.
O policial acabou entrando na mira da CPI depois afirmar em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que em fevereiro deste ano, o então diretor de Logística do ministério, Roberto Ferreira Dias, pediu propina de US$ 1 por dose de vacina.
Após as denúncias, o diretor Roberto Dias foi exonerado do cargo e negou as acusações. Já a Davati, afirmou que Dominguetti não tem vínculo empregatício com a empresa e atua como vendedor autônomo.
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