Por falta de verbas, algumas emissoras católicas ofereceram ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apoio ao governo para ações na pandemia do novo coronavírus (covid-19). A informação foi divulgada pelo jornal Estadão, neste sábado (6).
Segundo a reportagem, durante videoconferência no Palácio do Planalto, padres e leigos conservadores pediram anúncios estatais e permissão para expandir sua rede de comunicação.
De acordo com o jornal, o grupo de padres solicitou acesso ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e, principalmente, à Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
Um dos pedidos foi feito pelo padre Welinton Silva, da TV Pai Eterno, ligada ao Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, no município de Trindade, Goiás.
De acordo com Silva, a emissora passa por dificuldades e espera uma aproximação com a Secom para oferecer uma “pauta positiva das ações do governo” na pandemia da covid-19.
“A nossa realidade é muito difícil e desafiante, porque trabalhamos com pequenas doações, com baixa comercialização. Dentro dessa dificuldade, estamos precisando mesmo de um apoio maior por parte do governo para que possamos continuar comunicando a boa notícia, levando ao conhecimento da população católica, ampla maioria desse país, aquilo de bom que o governo pode estar realizando e fazendo pelo nosso povo”, explicou o padre.
Segundo o jornal, o padre e cantor Reginaldo Manzotti, da Associação Evangelizar é Preciso, cobrou agilidade e ampliação das outorgas e destacou o contraponto que os católicos podem fazer para diminuir o atual desgaste na imagem de Bolsonaro e do governo.
De acordo com o empresário da Rede Vida, João Monteiro de Barros Neto, “Bolsonaro é uma grande esperança”, e afirmou também que veículos católicos precisam ser “verdadeiramente prestigiados”.
“A Rede Vida é a quarta maior rede de TV digital do País, mas, para que possamos crescer, precisamos ter mais investimentos”, afirmou o empresário.
Segundo a reportagem, no ano passado, emissoras de TV ligadas a grupos religiosos receberam R$ 4,6 milhões em pagamentos da Secom, por causa da veiculação de comerciais institucionais e de utilidade pública. Já em 2020, as redes católicas receberam, até agora, R$ 160 mil, enquanto as evangélicas, R$ 179 mil, de acordo com planilhas da Secom.
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