Associações empresariais, empresários de diferentes setores e frentes parlamentares formaram uma coalizão para tentar impedir o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1. A movimentação, revelada pela edição desta terça-feira (21) da Folha de S.Paulo, prevê uma atuação simultânea em três frentes com o objetivo de manter o regime que prevê seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso.
De acordo com o jornal, a principal linha de ação discutida pelos representantes do setor produtivo envolve pressionar o Congresso Nacional para que qualquer iniciativa que proponha a extinção da escala não avance. Fontes ouvidas pela publicação afirmam que o grupo pretende reforçar o diálogo com parlamentares das comissões que tratam de temas trabalhistas, apresentando argumentos sobre possíveis impactos econômicos e operacionais caso o modelo seja alterado.
Paralelamente, as entidades empresariais estudam mobilizar bases regionais para demonstrar, em nível estadual e municipal, a importância da manutenção do 6×1 para determinadas atividades, como comércio, serviços e indústria. A expectativa é que federações e associações locais encaminhem ofícios e promovam audiências públicas para ressaltar a relevância do regime na organização da mão de obra.
Outra frente mencionada pela Folha prevê o engajamento de parlamentares que integram frentes setoriais, como as ligadas à indústria e ao empreendedorismo. Esses deputados e senadores seriam responsáveis por articular a inclusão do tema nas pautas das duas Casas Legislativas, monitorar eventuais projetos de lei e apresentar emendas que preservem o atual formato de jornada.
O movimento ocorre em meio a discussões sobre mudanças na legislação trabalhista. Defensores do fim da escala 6×1 argumentam que a alteração poderia ampliar o tempo de descanso semanal dos trabalhadores. Já o setor empresarial sustenta que o modelo é essencial para manter a competitividade e a previsibilidade na organização de turnos, sobretudo em operações que funcionam sete dias por semana.
Apesar da articulação em curso, ainda não há previsão de votação de propostas que ponham fim ao regime. Nos bastidores, integrantes da coalizão empresarial avaliam que a mobilização precisa ser antecipada para evitar surpresas na tramitação de eventuais projetos.
Com informações de Claudiodantas
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