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Novas séries da Netflix apresentam “outro lado” da igreja e sua relação com tramas políticos


Publicado 02 de agosto de 2020 às 15:00     Por Fernanda Souto     Foto Divulgação/ Netflix

Nos últimos meses, as séries Warrior Nun e Cursed: A Lenda do Lago, estrelada por Katherine Langford que abordam um “outro lado” da igreja católica estrearam na Netflix e se mantiveram fixas no ranking de produções mais assistidas da plataforma de streaming.

Em ambas as séries, a igreja se apresenta em um mundo de fantasia e envolvida em tramas políticos. Warrior Nun é uma obra com contexto que trata da religião com ares mitológicos. Nela, uma jovem órfã tetraplégica descobre que possui poderes sobrenaturais que a obrigam a se juntar a uma antiga ordem de freiras guerreiras.

Já Cursed é como recriação da lenda arturiana, contada pelos olhos de Nimue, uma heroína adolescente com um dom misterioso que a destinou a se tornar a poderosa Dama do Lago. Depois da morte de sua mãe, ela encontra um parceiro inesperado em Arthur, um jovem mercenário, em uma busca para encontrar Merlin e entregar uma espada antiga.

Ambas as séries tratam em suas tramas os bastidores da igreja e assuntos relacionados a ela, como a intolerância religiosa. Esta não é a primeira vez que esse tema é abordado em obras cinematográficas. No ano passado, a netflix também lançou o filme “Dois papas”, que tratava dos bastidores do Vaticano, através da relação entre o Papa Bento XVI e o Papa Francisco.

Segundo a cineasta e ex-professora da Universidade de Brasília (UnB), Dacia Ibiapina, filmes e séries nesse elito “despertam curiosidade nos potenciais espectadores, independentemente de ser igreja católica ou não. É uma forma de humanizar as figuras de poder. Especialmente agora na pandemia da Covid-19, quando estamos todos nos bastidores ou nas lives. A esfera privada e seus bastidores, passam a se sobrepor à esfera pública”.



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