As empresas estatais brasileiras registraram déficit primário de R$ 5,87 bilhões em 2025, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (30). Trata-se do segundo pior resultado nominal desde o início da série histórica, em 2001, ficando atrás apenas do rombo observado em 2024.
O levantamento do Banco Central engloba companhias controladas pelos três níveis de governo: União, estados e municípios. Ao todo, entram na conta empresas dos setores de energia, infraestrutura, serviços financeiros e outras áreas sob gestão pública direta ou indireta. O dado consolida receitas e despesas primárias dessas organizações, ou seja, considera o resultado antes do pagamento de juros da dívida.
O déficit apurado para 2025 confirma a deterioração do desempenho financeiro das estatais observada nos últimos anos. Até 2023, o valor negativo mais elevado desde 2001 havia sido registrado em 2016. No entanto, o resultado de 2024 superou todas as marcas anteriores e foi seguido pelo novo saldo negativo divulgado agora para 2025.
Segundo o Banco Central, o cálculo do resultado primário das estatais segue a mesma metodologia aplicada ao setor público consolidado, permitindo a comparação com União, governos regionais e Previdência. Embora o órgão não tenha detalhado o desempenho individual de cada companhia, o número agregado indica que, pelo segundo ano consecutivo, as despesas superaram as receitas em patamar expressivo.
O relatório divulgado nesta sexta-feira não trouxe explicações sobre os principais fatores que contribuíram para o déficit, mas apontou que o acompanhamento das estatais permanece relevante para avaliar o impacto das contas dessas empresas na trajetória fiscal do país. O Banco Central divulgará novos dados ao longo do ano, conforme atualizações e revisões de estatísticas.
Desde 2001, a série histórica mostra oscilações significativas nos resultados. Houve anos em que as estatais registraram superávit, mas o quadro mudou a partir de 2014, com maior frequência de saldos negativos. Com o déficit de 2025, as companhias permanecem em trajetória deficitária, reforçando a importância do monitoramento fiscal.
As informações divulgadas nesta sexta-feira abrangem estatais federais, estaduais e municipais, confirmando a abrangência do levantamento e o impacto do desempenho dessas empresas nas contas públicas.
Com informações de Claudiodantas
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