As três famílias atingidas por desabamento de casas no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Aracaju, foram acolhidas em um hotel, pela prefeitura da capital, nesta sexta-feira (5). Ao todo foram 13 pessoas, sendo dez adultos, um adolescente e dois bebês.
Segundo a Defesa Civil da capital sergipana, três casas foram parcialmente desmoronadas. Após isso, elas foram interditadas. Dos imóveis que desabaram, uma não havia moradores e no outro moravam duas famílias no mesmo espaço. De forma preventiva, uma residência que se encontra ao lado das casas que desabaram também foi interditada pelo risco de desmoronamento.
De acordo com a secretária adjunta da Assistência Social de Aracaju, Selma França, as pessoas atingidas vão ficar em um hotel e receberão apoio da gestão municipal. Além disso, antes de serem alojadas no hotel, a equipe do programa Consultório na Rua, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realizou atendimento médico para verificar a condição de saúde das famílias.
“Assim como no último episódio das famílias que ficaram desabrigadas por conta das chuvas no Largo da Aparecida, vamos tomar os mesmos cuidados, com a mesma preocupação de garantir assistência e manter o distanciamento social dentro do hotel entre eles para evitar a propagação do novo coronavírus”,disse a secretária.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Aracaju, major Sílvio Prado, as casas foram interditadas porque ainda há risco de desabamento. Um dos motivos que podem ter provocado o desmoronamento foi instalações hidrossanitárias.
“Verificamos muitas conexões de instalações hidrossanitárias que podem ter causado infiltração no muro de contenção e provocado o colapso. Enquanto houver risco, o trecho da rua ficará interditado com a abertura de uma pequena faixa apenas para trânsito local de pessoas que residem no mesmo espaço. Colocamos uma lona, de forma preventiva, para evitar que o solo venha a ficar úmido em caso de uma possível chuva para prevenir maiores danos. Os entulhos ainda precisam continuar no trecho porque esses escombros sustentam o que sobrou das casas que podem vir a desabar”, explicou o major.
De acordo com o coordenador do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Risoleta Neves, as famílias também vão passar pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif), ofertado no Cras, e atendimento psicossocial.
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