O corpo clínico responsável pelo tratamento da cantora Paulinha Abelha descartaram o diagnóstico de morte encefálica da artista, internada há 12 dias com um quadro de insuficiência renal. De acordo com o médico neurologista, Dr. Marcos Aurélio Alves, apesar da artista está no estado de coma nível 3 na Escala de Glasglow, que se caracteriza como o mais profundo, os exames não apontaram morte cerebral.
“Ela tá em coma profundo, mas em nenhum momento aqui a gente falou em morte encefálica e se ela não tá morta, está em coma ponto, como é uma condição potencialmente reversível. Eu não tenho nada que suporte essa afirmação, existe o coma profundo que traduz uma injúria encefálica severa, mas não existe o conceito de irreversibilidade ainda”, afirmou o neurologista.
De acordo com o especialista, os médicos estão utilizando anti-inflamatórias em doses elevadas para tentar proteger o sistema nervoso da cantora, assim como os órgãos como o rim e fígado.
Durante a coletiva, o médico intensivista, Dr. André Luis Veiga, explicou que a única alteração que a ressonância conseguiu identificar foi um caso de inflamação da membrana que reveste o cérebro.
“Alteração que na verdade a gente conseguiu identificar na ressonância era um quadro de inflamação da membrana que reveste o cérebro. Aí a gente acabou levando pela linha de diagnóstico terapêutico de uma Meningoencefalite. Novos exames do líquido que reveste o cérebro foram coletados, sem nenhuma identificação de possível contaminação bacteriana, ou presença de bactéria nessa meninge dela”, detalhou.
Os médicos também esclareceram rumores sobre o que teria causado o quadro de insuficiência renal da cantora. O diretor técnico do Hospital Primavera, Dr. Ricardo Leite, afirmou que não existe comprovação de que o estado de saúde de Paulinha Abelha tenha sido causado pelo uso de substâncias de caráter estético.
“De fato, o uso abusivo, seja de anti-inflamatório diurético ou de algumas substâncias, inclusive de cunho estético, podem sim levar a lesão renal de caráter arrastado crônico e na situação dela ter agudizado. O fato é que, não tem nenhum exame comprobatório, hoje, que vá no caminho de dizer que Paula tinha uma lesão prévia e foi agudizada”, destacou.
A cantora continua internada em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Primavera, em Aracaju. A Paulinha segue respirando com suporte de aparelhos, mantendo a oxigenação adequada. Além disso, ela está necessitando de hemodiálise para ajuste da função renal.
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