O Ministério da Saúde de Fiji decretou estado de emergência em 2026 após o salto das infecções: hoje 1 em cada 60 moradores vive com HIV. Em 2025 foram 2.106 novos casos, 16 vezes mais que em 2019.
O Ministério da Saúde de Fiji declarou, em 2026, estado de emergência nacional diante do avanço acelerado do HIV no arquipélago do Pacífico. A pasta registrou que uma pessoa em cada 60 habitantes convive com o vírus, proporção que representa um salto expressivo em relação a cinco anos atrás, quando o índice era de um soropositivo para cada 167 residentes.
Com população estimada em menos de 1 milhão de pessoas, Fiji contabilizou 2.106 novos diagnósticos de HIV ao longo de 2025, número 16 vezes superior ao registrado em 2019. O crescimento preocupa as autoridades de saúde locais, que destacam o impacto sobre grupos mais vulneráveis, entre eles gestantes e bebês.
Segundo dados oficiais, duas em cada 100 mulheres grávidas vivem com HIV no país. Em consequência, 59 crianças nasceram infectadas em 2025 por transmissão vertical – quando a mãe repassa o vírus ao bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. Infelizmente, 18 desses recém-nascidos não chegaram a completar o primeiro ano de vida.
Em resposta ao cenário crítico, as autoridades locais anunciaram a ampliação de uma série de medidas gratuitas de prevenção e cuidado. Entre elas estão o reforço na oferta de testes rápidos, a distribuição de medicamentos de profilaxia para pessoas com maior risco de exposição ao vírus, o acesso universal à terapia antirretroviral para quem receber resultado positivo e a entrega de agulhas esterilizadas a usuários de drogas injetáveis – estratégia destinada a reduzir a transmissão pelo compartilhamento de seringas.
Especialistas ouvidos pelo governo destacam que o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento antirretroviral são fundamentais para frear a disseminação da infecção. Também ressaltam a importância de campanhas educativas que abordem práticas sexuais seguras, reduzam o estigma associado ao HIV e estimulem gestantes a realizar o teste logo no início do pré-natal.
Embora o país tenha avançado na oferta de serviços de saúde, autoridades admitem que desafios logísticos, barreiras culturais e desigualdades de acesso ainda dificultam a contenção do vírus. Com o decreto de emergência nacional, o objetivo é mobilizar recursos extras e colaboração internacional para acelerar ações de prevenção, tratamento e apoio psicossocial.
O Ministério da Saúde reforça que, sem um esforço coordenado, a taxa de infecção pode continuar subindo, colocando em risco a estrutura do sistema de saúde e a qualidade de vida da população.
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