O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus filhos políticos, Flávio, Carlos e Eduardo já criticaram o foro privilegiado, que agora está sendo usado na defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), no inquérito que investiga o suposto esquema de “rachadinha” em seu gabinete quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. As informações foram publicadas pelo jornal Estadão, nesta quinta-feira (25).
“Eu não quero essa porcaria de foro privilegiado”, comentou Bolsonaro em vídeo gravado no ano de 2017. As imagens foram publicadas por Eduardo Bolsonaro, mas quem estava ao lado do presidente foi Flávio. “Dos 513 deputados, 450 vão ser reeleitos – porque eles têm que ser reeleitos, para continuar com o foro privilegiado”, disse Bolsonaro.
Segundo a publicação, ainda em 2017, mas desta vez em uma publicação no Twitter, o senador criticou a possível alteração na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do foro privilegiado que queria ampliar o benefício para ex-presidentes, o que incluiria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Naquele momento, Lula ainda não tinha sido preso e era o candidato mais provável do PT para concorrer à presidência de 2018.
“Mudar a lei por uma ocasião de momento me cheira a golpe. O povo pode enxergar uma manobra para que Lula tente alcançar foro privilegiado”, publicou Flávio.
Com a decisão da Justiça do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (25), o inquérito contra Flávio Bolsonaro segue para a segunda instância, ou seja, o senador passa a ter direito a foro privilegiado, em resposta ao pedido da defesa do parlamentar.
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