A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que o possível apoio do partido a Baleia Rossi (MDB-SP) na presidência da Câmara dos Deputados se dá contra o “mal maior” do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Baleia, que é indicado pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), irá enfrentar Arthur Lira (PP-AL), representante de Bolsonaro na disputa.
Em entrevista ao portal Metrópoles, Gleisi afirmou que Bolsonaro não pode aumentar sua influência: “Ele já tem um peso muito grande nas Forças Armadas, em uma parte do Judiciário e do empresariado brasileiro. Avaliamos que se ele ocupar os espaços mais relevantes da Câmara, nós vamos perder muito porque a escalada autoritária dele vai aumentar. Nós consideramos o Bolsonaro o mal maior neste momento”.
O PT, que tem 57 deputados e é a maior bancada na Casa, irá se reunir nesta segunda-feira (4) para discutir o apoio a Baleia Rossi. Segundo Gleisi, “o que nos motivou foi o contraponto ao Bolsonaro e a sua escalada autoritária. Nossa decisão é contra os ataques que ele faz aos direitos e garantias individuais, à forma como ele se posiciona em relações a ditadura, e à condição dele de enfrentamento da covid-19”.
“Nós consideramos o Bolsonaro uma ameaça muito grande para o Brasil, por suas características fascistas que o levam a atuar como ele está atuando, de tentar comandar as instituições”, acrescentou.
A presidente do PT também negou que o PT estaria ajudando a fortalecer partidos de centro e de direita para as eleições presidenciais em 2022. Gleisi Hoffmann afirmou que a eleição na Câmara não dialoga com o pleito presidencial: “Para as próximas eleições presidenciais, eles têm a estratégia deles e nós, do campo da esquerda, temos que ter a nossa”.
“A eleição da Câmara é pontual. É, para nós, uma prática de contenção de danos que estamos fazendo. É impedir que Bolsonaro tome conta de uma instituição que é importante na ordem democrática e também na definição de pautas para o Brasil. É não deixar que o obscurantismo vença”, completou.
Por fim, Gleisi Hoffmann afirmou que a Cãmara deveria considerar a possiblidade de um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro: “Não é necessário abrir o impeachment amanhã, mas é para considerar o impeachment como um dos instrumentos que a Constituição oferece ao Congresso para barrar as insanidades do presidente, que já são muitas. Tem mais de 50 pedidos lá”.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









