O governo de Sergipe abriu 29 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) na Rede Estadual de Saúde para pacientes com a covid-19, nesta sexta-feira (16). Atualmente, o estado tem 75 leitos exclusivos para estes pacientes.
De acordo com a secretária de Estado da Saúde, Mércia Feitosa, foram abertos mais 17 leitos de UTI no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e 12 no Hospital Regional de Estância. Na próxima semana, outros seis leitos de UTI serão abertos no Hospital da Polícia Militar (HPM).
Segundo Mércia, a pasta está conversando com os hospitais filantrópicos para fazer a contratualização de mais leitos de UTI. Ela também destacou que todos os leitos de todos os hospitais que servem ao Sistema Único de Saúde (SUS) obedecem à regulação estadual, sejam hospitais universitários, municipais e da própria rede estadual.
“Isso é importante porque nós temos leitos de UTI em locais de maior complexidade onde a gente precisa atender aquele paciente mais grave, que necessita além da ventilação mecânica, de outros especialistas, a exemplo dos Hospitais de Urgência de Sergipe (Huse) e Universitário (HU), que têm muitas especialidades e recursos tecnológicos para atender outras demandas. E temos leitos de UTI para aqueles pacientes que precisam da ventilação mecânica e do cuidado intensivo”, disse Mércia.
Ainda segundo a secretária, a Rede Estadual de Saúde vinha registrando o esgotamento progressivo do número de leitos, confirmando o que previam alguns estudos desenvolvidos com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), que apontavam o estrangulamento da rede dos leitos de UTI para esta semana.
“Então fizemos a movimentação para a abertura de novos leitos e conseguimos abrir 12 leitos de UTI no Hospital Regional de Estância, com ventiladores mecânicos e monitoramento, e novos 17 leitos no Huse”, destacou a secretaria.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a ampliação dos leitos foi feita para manter a meta de uma taxa de ocupação abaixo de 80%.
Distanciamento social
De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde e infectologista da SES, Marco Aurélio Góis, afirmou que a pasta sabe que o número de casos graves, só irá diminuir se houver redução na incidência de infecções. Ele disse também, que isso só acontecerá se houver retração na transmissão, que se dá de pessoa para pessoa.
“Individual e coletivamente temos que falar em maior endurecimento das restrições. Se as pessoas estão cansadas e é normal que estejam, mas precisam ficar em casa, mais distantes do convívio social, porque muitas pessoas estão infectadas e são assintomáticas”, alertou o diretor.
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