O reajuste dos preços das construções civis foi tema de discussão entre o Governo de Sergipe, a Associação de Empresários de construtoras, nesta quarta-feira (18), em um evento realizado em Aracaju. Entidades do setor de construção civil sinalizaram para os órgãos públicos federais, estaduais e municipais para a necessidade de revisão de preço das obras que foram contratadas antes da pandemia de covid-19, que estão ficando mais caras depois que os materiais de construção apresentaram uma grande alta de preço.
Estiveram presente no evento representantes da Associação Sergipana de Empresários de Obras Públicas e Privadas (Asseopp), Caixa Econômica Federal (CEF), Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (Cehop), e gestores de obras da Administração Municipal de Aracaju.
O Secretário da Sedurbs, Ubirajara Barreto, explicou que o é bom para o Governo do Estado evitar esse tipo de ação e que a reunião tem como principal objetivo encontrar resolução para o reequilíbrio financeiro das empresas da construção civil depois do início da pandemia. “A ideia é evitar que futuramente as empresas peçam uma revisão de preços de obras, em função da defasagem dos valores praticados pelo Sistema Nacional de Preços e Índices para a Construção Civil (Sinap)”, explicou.
Segundo o Diretor-Presidente da Cheop, Caetano Quaranta, é o Sinap que faz o acompanhamento dos preços dos materiais de construção usados nas obras públicas e é por ele que os órgãos fazem a adequação do valor de cada obras. “Fui procurado pela Associação Sergipana de Empresários de Obras Públicas e Privadas (Assoeopp) para estudar esse aumento de preços neste período de pandemia e tentar assegurar que a Sinapi volte a fazer pesquisas de preços dos materiais de construção, para que assim os órgãos públicos possam voltar a equiparar os valores”, informou.
De acordo com o secretário Ubirajara Barreto, é importante resolver esta questão para que sejam evitados futuros processos judiciais. “Uma vez que, com a pandemia, houve um aumento substancial no valor cobrado pelos materiais de construção e esse aumento não está sendo acompanhado pelo Sinap, estamos aqui tentando, em conjunto, buscarmos soluções para que futuramente as empresas não entrem com pedido de reequilíbrio econômico e financeiro, uma ação que é desgastante tanto para as empresas como para os órgãos públicos”, destacou.
Para o presidente da Asseopp, Luciano Barreto, a reunião é essencial para buscar soluções conjuntas, já que a disparada de preços de produtos básicos para a construção civil fez com que a inflação do segmento chegasse ao maior percentual mensal desde março de 2014, o que causou um desequilíbrio nos contratos das obras já licitadas e iniciadas e o encontro busca um entendimento com os órgãos contratantes.
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