O governo federal está estudando planos de contingência em caso de aumento do distanciamento social com o crescimento dos casos de covid-19, e uma delas é antecipar o 13º de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a ideia se dá diante da rejeição à prorrogação do auxílio emergencial.
Além da antecipação do INSS, também está em pauta o pagamento do abono salarial, que serve como 14º salário a trabalhadores que ganham até dois salários mínimos. Tal plano é tratado internamente como uma “vacina” para garantir a sustentação econômica caso as pessoas voltem a se isolar.
Na última sexta-feira (11), em audiência pública no Congresso Nacional, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ressaltou que as ações do governo devem respeitar o teto de gastos, mas afirmou: “Temos a capacidade de antecipar benefícios, diferir arrecadação de impostos, e já fizemos isso neste ano”.
A avaliação da pasta é de que é preciso deixar tais medidas guardadas, para serem usadas no momento em que for necessário. O governo teme que caso chegue o que é considerado como “segunda onda” da covid-19, o Brasil não tenha chegado a bons índices de imunização. Já foram garantidos R$ 20 bilhões para a compra de vacinas.
Outro “medo” do Executivo é que ampliações de benefícios pressionem o caixa da União. Isso porque, com a pandemia, mais de R$ 600 bilhões em vencimentos já estão concentrados para o primeiro quadrimestre de 2021.
Ao Estadão, o líder do governo no Senado Federal, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou que “antes de definirmos oportunidade e necessidade de prorrogar o auxílio é preciso aprovar medidas de corte de gastos”.
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