O Governo Central — que engloba Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social — terminou o exercício de 2025 com novo resultado primário negativo, confirmando mais um ano de desequilíbrio nas contas públicas. Com esse desempenho, a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completa três exercícios consecutivos no vermelho, repetindo o cenário observado nos dois anos anteriores de mandato.
A sequência de déficits começou em 2023, primeiro ano da atual gestão, prolongou-se em 2024 e voltou a aparecer em 2025, estendendo a trajetória de contas desequilibradas registrada ao longo da última década. Segundo os números divulgados, o saldo negativo de 2025 mantém o padrão de gastos acima das receitas antes do pagamento de juros da dívida pública.
O resultado consolida a leitura de que o conjunto formado por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social não conseguiu gerar superávit para ajudar a conter o avanço do endividamento federal. O desempenho fiscal volta, portanto, a colocar pressão sobre a política econômica, que já trabalha sob a perspectiva de maiores desafios para cumprir metas de equilíbrio estabelecidas pelo arcabouço fiscal.
Mesmo após medidas de contenção de despesas e tentativas de elevar a arrecadação, a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta seguiu negativa. Com isso, permanece o desequilíbrio estrutural que vem marcando as contas públicas brasileiras ao longo dos últimos dez anos, conforme apontam relatórios oficiais sucessivos.
A repetição do déficit em 2025 reforça a tendência de curto prazo e torna o cenário fiscal um dos principais pontos de atenção para o planejamento orçamentário futuro. Sem reversão do quadro, as discussões sobre novas fontes de receita e revisão de gastos devem seguir no centro da pauta econômica nos próximos meses.
Os dados consolidados do resultado primário de 2025 confirmam, assim, a manutenção do vermelho pelo terceiro ano consecutivo sob o governo Lula, evidenciando o desafio persistente de reequilibrar as finanças públicas federais.
Com informações de Claudiodantas
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