O Governo Federal reservou cerca de R$ 4 bilhões no Orçamento de 2021 para dar início à execução do planto de criar uma estatal para reunir parte das operações da Eletrobras após a venda da estatal. As informações foram publicadas pela coluna Mercado, do jornal Folha de São Paulo, nesta quarta-feira (19). No Congresso existe resistência em avançar com a privatização da empresa.
Os recursos seriam necessários para compor a participação da União no capital da nova empresa e, segundo técnicos que participam das discussões, poderia bancar ao menos parte das obras da usina de Angra 3, paralisadas desde 2015. A empresa ainda sem nome, seria controladora da Eletronuclear, que administra as usinas nucleares de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e Bacia de Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, no Paraná.
A criação da estatal é discutida após a saída de Salim Mattar, então secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, do governo. Mattar foi criticado pela demora nas privatizações prometidas desde a campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ele atribuiu o fato à falta de vontade política do “establishment”.
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