Liderado pela ativista Sara Winter, um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) marchou rumo à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite deste sábado (30). Com tochas e alguns com máscaras, o alvo da manifestação foi o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news. Denominados de ‘300 pelo Brasil’ o protesto reuniu pouco mais de 30 pessoas.
O ato acontece depois que Sara e empresários aliados de Bolsonaro serem alvos de mandado de busca e apreensão referentes a investigações sobre as ameaças, ofensas e fake news contra os ministros da corte e seus familiares. Entre as palavras entoadas pelo grupo estão “viemos cobrar, viemos cobrar, o STF não vai nos calar”, “careca, togado, Alexandre descarado”, “ministro covarde, queremos liberdade” e “inconstitucional, Alexandre imoral”.
Pelas redes sociais, neste domingo (31), Sara disse que a ideia da manifestação partiu de um dos integrantes do movimento. “Sobre nosso protesto de ontem: a ideia foi de um apoiador que é judeu e quem comprou as tochas e máscaras foi um organizador dos 300 que é negro. Pra esquerda, tocha: símbolo nazista. Sempre tentarão emplacar essa narrativa. Aqui não cola mais”, escreveu.
Integrantes do STF apontaram semelhanças do protesto com movimentos neonazistas e do Ku Klux Klan, organização racista norte-americana que pregava a supremacia branca e já praticou vários atos violentos contra a população negra.
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