Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmar que acabou com a Operação Lava-Jato porque “não tem mais corrupção no governo”, a Transparência Internacional divulgou relatórios que descrevem um “progressivo desmanche do arcabouço legal e institucional anticorrupção que o Brasil levou décadas para consolidar”.
Segundo o jornal Estadão, o documento afirma que os graves retrocessos no combate à corrupção no Brasil frustram os esforços das instituições nacionais e as expectativas da sociedade brasileira, além de soar um alarme na comunidade internacional sobre o descumprimento do país de obrigações assumidas pelo Brasil.
De acordo com a publicação, um dos documentos avaliou um tratado assinado pelo país em 2000, que fala sobre a implementação da Convenção sobre o Combate à Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais. Já o segundo, faz uma atualização dos “retrocessos legais e institucionais para a luta contra a corrupção no Brasil, que foram observados nos últimos 12 meses”.
Ainda segundo o documento, houve “recrudescimento da ingerência política e perda de autonomia de órgãos cruciais para o enfrentamento da corrupção, como a Procuradoria-Geral da República, a Polícia Federal e o próprio Supremo Tribunal Federal”.
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