Quatro homens acusaram Sebastião de Lima, braço direito do líder religioso João de Deus, de abuso sexual. Os novos relatos aparecem dois anos após as primeiras denúncias de assédio sexual que ocasionaram a prisão do líder místico. Sebastião, conhecido como Tiãozinho, atuou por cerca de 40 anos junto com João de Deus na Casa de Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás, onde ocorreram os abusos denunciados pelas vítimas. As informações foram publicadas pelo Metrópoles, neste domingo (10).
“Ele me fez abrir a calça, subir na maca e colocou um lençol sobre meu corpo. Tirou meu pênis e começou a tentar me masturbar. E, enquanto isso, ele rezava. Rezava e dizia que ia me curar”, afirmou um dos homens que relatou os abusos.
De acordo com a reportagem, três ex-funcionários do centro religioso confirmam que os casos de assédios aconteceram e que, durante as décadas de 1990, 2000 e 2010, foram comentados nos bastidores por aqueles que trabalhavam com João de Deus.
Ainda conforme a publicação, Sebastião de Lima negou todas as acusações e afirmou que, tanto os relatos contra ele quanto os das mais de 300 mulheres que denunciaram os assédios cometidos por João Teixeira de Faria, são “oportunismo”.
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