O deputado Iran Barbosa (PT) usou a tribuna durante o grande expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), nesta quinta-feira (10), para comentar o caso envolvendo declarações a favor do nazismo feitas pelo influencer Bruno Aib, conhecido como Monark, durante um episódio no podcast Flow.
“Eu quero falar agora também na condição de professor de história: as pessoas precisam conhecer melhor, alguns conhecem e concordam, esses precisam ser reprimidos na prática da lei. O nazismo é uma corrente de pensamento que prega a supremacia de uma raça sobre todas as demais”, afirmou.
Na portaria do inquérito movido pelo Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), consta uma afirmação de Monark, sócio da produtora Flow Podcast, em que diz que: “a esquerda radical tem muito mais espaço que a direita radical, na minha opinião. Eu sou muito mais louco que todos vocês. Acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido”. O MP-SP vai investigar uma suspeita de apologia ao nazismo feita pelo apresentador.
A Constituição Federal tem como clausula pétrea o impedimento de discriminação inclusive de raça. Além disso, o nazismo defende a limpeza da raça, inclusive exterminando as demais para que não haja “sujeira”. “O discurso e a prática nazista pregam a eugenia, que é a busca do aprimoramento da raça com o extermínio daqueles que não estão dentro do padrão, então não tem espaço para as pessoas com deficiência”, alertou.
O parlamentar defendeu que é preciso utilizar os instrumentos de salvaguarda da democracia brasileira. O deputado ainda apelou que todos aqueles que têm poder de polícia agir em defesa da democracia e, portanto, contra este tipo de discurso. “Estão tentando normalizar a violência que atinge as mulheres no nosso país. É também a justificação que alguns fazem das mortes violentas que atingem a população LGBTQIA+”, destacou.
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