Os fabricantes de geladeiras no Brasil têm até o dia 1º de julho de 2022 para se adequar às novas regras para classificação da eficiência energética, segundo anunciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A mudança cria três novas categorias na etiquetagem dos refrigeradores, a partir dos produtos classificados como A (nível que, até então, era considerado o mais eficiente).
O Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) orientou para que os consumidores fiquem atentos, pois a nova classificação indicará produtos ainda mais eficientes no quesito economia de energia e auxiliará na redução da conta de luz.
Atualmente, as geladeiras no Brasil vêm sendo classificadas por letras numa escala de A a E. Mas, com as novas regras adotadas pelo Inmetro, os produtos mais eficientes serão classificados em A+++, mostrando uma eficiência de até 30% em relação ao atual A; A++, indicando 20% a menos no consumo; e A+, com economia de 10%.
Ao optar por uma geladeira A+++ de duas portas de degelo automático (frost-free) de volume ajustado de 500 litros (ou volume interno útil em torno de 350 litros), que corresponde a 80% do mercado nacional, o consumidor pode economizar cerca de 13 kWh por mês, o que representa uma economia de R$ 10,14.
O diretor-presidente do ITPS, órgão delegado do Inmetro em Sergipe, Kaká Andrade, explica que as novas regras também têm o objetivo de estimular as indústrias a produzirem produtos que consumam menos energia, contribuindo, desta forma, para a redução da demanda energética e para o desenvolvimento sustentável do país.
“A partir das novas regras na etiqueta de eficiência energética, as indústrias deverão fabricar refrigeradores com melhor desempenho ambiental e energético. Isso ajudará na redução da demanda por energia elétrica ou até mesmo de termoelétricas, que têm maiores impactos ambientais e comumente são acionadas em época de escassez hídrica para complementar emergencialmente o fornecimento. Trata-se também de uma adaptação em atendimento a uma nova demanda dos consumidores, que é a questão da inovação e sustentabilidade”, informa o diretor-presidente.
Próximas fases
O Inmetro planejou ainda mais duas atualizações. Na segunda fase, que passa a vigorar em 31 de dezembro de 2025, as subclasses serão eliminadas, voltando à classificação de A a F. No entanto, o novo A será ainda mais rigoroso, seguindo as recomendações das Nações Unidas expressas no Guia da United for Energy (U4E). Neste caso, as geladeiras fabricadas no Brasil, de duas portas, atualmente em A, terão que reduzir 40% do seu consumo para permanecer em A em 2025.
A terceira e última fase, com prazo de adequação para 31/12/2030, estabelece a adoção de um nível de consumo para a classe A equivalente às recomendações da U4E, na íntegra, ampliando ainda mais o rigor da etiqueta. Isso significa uma necessidade de redução, em média, de 61% do consumo de energia das geladeiras fabricadas no país, de duas portas, atualmente em A.
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