O jornalista e escritor Antônio Amaral Cavalcante morreu, aos 74 anos, na madrugada desta terça-feira (7), em Sergipe. Amaral estava em sua casa onde passou mal. Ele foi socorrido e levado para o hospital, mas acabou não resistindo. Ainda não há informações sobre o sepultamento do corpo do jornalista sergipano.
Nascido em Simão Dias, Amaral foi o fundador e editor do jornal alternativo Folha da Praia, impresso que circulou por mais de 40 anos. Ele ocupou vários cargos na Secretaria de Estado da Cultura, e recentemente atuava na editora oficial do Estado de Sergipe (Edise).
Em 2011, Amaral tomou posse na Academia Sergipana de Letras (ASL), na cadeira de número 39, que pertencia à professora e historiadora Maria Thétis Nunes, falecida em 25 de outubro de 2009. Amaral foi ainda militante estudantil e se firmou como um representante da contracultura. Teve participações em várias áreas, como Jornalismo, Cinema, Teatro, Literatura e Folclore. Ultimamente, Amaral era editor da Revista Cumbuca, publicada pela Edise.
Sua maior contribuição para o jornalismo de Sergipe veio com a criação do jornal alternativo Folha da Praia, que abrigou nomes conhecidos do jornalismo e tornou-se um espaço que reunia jovens em início de carreira. Além de movimentar a cena da cultura local, o jornal era contestador.
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (Sindijor-SE) lamentou a morte do comunicador sergipano. “Natural da cidade de Simão Dias, ainda no início dos anos 80 – enquanto o Jornalismo era perseguido e censurado pela ditadura militar -, o comunicador decidiu criar o Jornal Folha da Praia. Ao longo dos últimos anos, optou por se dedicar ao conteúdo e edição geral da revista Cumbuca. A sua passagem deixa um legado de contribuição social, bem como de formação histórica e cultural do estado de Sergipe”, escreveu o sindicato.
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