O jornalista Gerson Dias de Souza, foi demitido pela Record na última sexta-feira (16), um ano e cinco meses depois de o veterano ter sido acusado de cometer assédio sexual contra várias mulheres dentro da redação do Domingo Espetacular. A emissora, que aguardava o desfecho das investigações policiais, sucumbiu diante do fato de que Souza agora é réu na Justiça de São Paulo pelo crime de importunação sexual em ação movida por quatro vítimas.
Segundo Daniel Castro, do Notícias da TV, Souza foi denunciado pela promotora Maria do Carmo Toscano como incurso, por quatro vezes, no artigo 215-A (“praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”), combinado com o 71 (ato continuado), do Código Penal. A pena para cada crime varia de um a cinco anos.
A Record confirmou a demissão de Gerson de Souza, mas não comentou. Segundo informações do Notícias da TV, a emissora dispensou o jornalista como uma ocorrência corriqueira, sem justa causa e sem apresentar justificativa. Ele estava afastado do trabalho (mas recebendo salário) desde maio do ano passado, quando surgiram as denúncias.
Na época, 12 mulheres procuraram o departamento de Recursos Humanos da Record e afirmaram que vinham sendo vítimas de assédio sexual por parte de Souza havia anos. Segundo as mulheres, ele as constrangia com toques físicos e palavras maliciosas. O estopim da revolta foi um beijo roubado de uma produtora, surpreendida enquanto trabalhava.
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