O jornalista Carl Bernstein, um dos responsáveis por revelar o caso “Watergate” nos Estados Unidos, afirmou que o caso Donald Trump é mais grave que aquele que derrubou Richard Nixon em 1974. Foi revelado recentemente pelo jornal The Washington Post que o atual presidente do país tentou pressionar o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, a recontar os votos no estado para que fossem encontrados mais votos a favor de Trump, revertendo a vitória de Joe Biden.
“Isso não é um déjà-vu, é algo muito pior do que o que aconteceu no Watergate. Essa gravação evidencia o que esse presidente está disposto a fazer para enfraquecer o sistema eleitoral. Ilegalmente, inapropriadamente e imoralmente, ele tenta incitar um golpe para continuar como presidente dos EUA”, afirmou Carl Bernstein à CNN.
Ele ainda chamou Trump de “criminoso” e pediu que membros do Partido Republicano, legenda do presidente, cobrem-o por tais denúncias. “É isso que deveríamos estar ouvindo dos republicanos neste momento: ‘Senhor presidente, renuncie, deixa a Casa Branca. Isso é inescrupuloso, é errado, e nós, do seu partido, não vamos permitir isso”, acrescentou.
O Washington Post obteve a gravação de uma conversa telefônica entre Donald Trump e Brad Raffensperger, onde o presidente pede que o secretário da Geórgia “encontre” mais votos em seu favor. Joe Biden, que foi eleito presidente no pleito de 2020, venceu no estado com 49,5% dos votos, contra 49,3% de Trump.
O republicano disse na chamada gravada: “Você sabe o que eles fizeram e você não está denunciando. Isso é crime, e você não pode deixar que isso aconteça. Quero dizer, estou te avisando que você está deixando que isso aconteça. Então veja: tudo o que quero fazer é isso, eu só quero encontrar 11.780 votos, um a mais do que temos [de diferença para Biden], porque nós vencemos no estado”.
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