Uma estudante de 21 anos denunciou ter sido estuprada por um homem de 35 anos, após marcar um encontro com uma mulher pelo Tinder, em Santos, no litoral de São Paulo. O caso foi repercutido na imprensa local nesta quinta-feira (3). Além das mensagens trocadas antes do crime entre a vítima e a namorada do suspeito, fotos de hematomas e as roupas usadas pela jovem no dia foram entregues à Polícia Civil.
De acordo com o depoimento da vítima à polícia, divulgado pelo G1, o abuso sexual aconteceu no apartamento da uma mulher com quem ela marcou um encontro por meio de um aplicativo de relacionamento. Elas conversavam há uma semana e decidiram se encontrar em um imóvel que, teoricamente, estaria vazio, na noite do último 26.
No entanto, durante o encontro, as duas ingeriram bebidas alcoólicas e, alguns minutos depois, a moradora do local afirmou que seu namorado estava no quarto e que ele “gostava de ver meninas fazendo sexo”. O homem, de aproximadamente 35 anos, apareceu no cômodo, momento em que a jovem diz ter se recusado a participar da ação. Ela relata que foi agarrada na nuca pelo desconhecido e forçada a “beijar” a outra mulher.
À polícia, ela relatou que o homem tirou as roupas dela à força, a mordeu em algumas partes do corpo e, em seguida, cometeu o estupro, apesar dos protestos e pedidos vindos da vítima para que ele parasse.
A vítima relatou para polícia que a ação foi interrompida por volta das 22h, quando a mãe dela telefonou para avisá-la que estava esperando na rua para levá-la para casa. Ela saiu do apartamento e encontrou a mãe. Segundo o advogado dela, Adriano Neves Lopes, a suspeita entrou em contato com a vítima após o episódio, quando ela já havia chegado em casa, para perguntar se ela contou o que ocorreu para a mãe.
Depois da violência, a jovem relatou o caso a um amigo, que avisou a parente da estudante. A jovem foi levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa de Santos, onde foi medicada e liberada. Lopes informou que ela está tomando um coquetel de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis e teve de fazer uso da ‘pílula do dia seguinte’, pois não sabia se havia sêmen do suspeito no interior do corpo. “Ela está passando mal, porque é um medicamento muito forte”, conta.
Ao site, o advogado de defesa da vítima, Adriano Neves Lopes, entregou para Polícia Civil as roupas que a vítima usava durante o encontro que resultou no abuso sexual. “Ela fala que, possivelmente, a blusa e o sutiã têm o sêmen dele e pode provar que houve o crime”, explica.
Segundo Lopes, sua cliente contou que a namorada do suspeito ajudou o rapaz a tirar a roupa dela. Devido à violência, ela ficou cheia de hematomas. “Ela tem marcas de mordidas nos seios, na região das coxas, na região lombar. A mão dela está inchada, o que configura lesão de defesa”, explica. A jovem negava a investida do homem a todo momento, conforme relata o advogado.
Além do acompanhamento médico, a jovem também passa por acompanhamento psicológico. Ninguém foi preso.
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