Ataques de piranhas estão assustando moradores do município de Itaituba, no sudoeste do Pará. A estudante de farmácia e microempreendedora Welida Meneses, 24 anos, teve parte do dedo do pé arrancado, enquanto estava sentada na beira da praia de Aranamaí. Segundo o Corpo de Bombeiros, nos últimos dois meses, seis casos foram registrados na praia. Além da jovem, um homem perdeu um pedaço da sola do pé. As informações foram divulgadas pelo Uol.
Welida contou ao jornal como aconteceu o ataque de piranhas, que atingiu seu penúltimo do pé esquerdo. “Não passei nem dois minutos sentada. Eu estava na areia e a minha perna nem ficou toda submersa”.
O amigo que estava ao lado dela saiu correndo e disse ter sentido algo passando pela perna. “Quando olhei para entender o que estava acontecendo, vi que tinha uma mordida no meu dedo e fui me arrastando para fora da água. Foi aí que percebi que tinha arrancado a parte de trás do meu dedo, a cabeça do dedo, pela lateral”, lamentou a estudante.
Segundo a publicação, a jovem foi socorrida por pessoas que estavam na praia e colocada em uma lancha para retornar ao município, já que a localidade fica bem em frente à cidade, a cerca de 5 minutos de barco. Em Itaituba, foi atendida no hospital municipal. “Os médicos nem acreditaram quando viram, mas confirmaram que o ferimento assim só podia ser feito por um peixe”, contou a jovem, que afirmou ter levado 8 pontos no ferimento e recebeu orientação médica para ficar sem mexer o pé por pelo menos 20 dias.
“Eu sinto como se fosse uma falta. Não é a mesma coisa pisar, mas como ainda está ferido, não coloco força totalmente. Não sei como vai ficar para andar agora, se vou ficar desequilibrada para andar. Estou andando com pé de lado agora”, lamenta.
O tenente do Corpo de Bombeiros afirmou ao site que as piranhas só aparecem na praia de Aranamaí nessa época do ano, com a baixa do Rio Tapajós. Os bombeiros acreditam que pode haver duas possibilidades para a concentração de piranhas nesse local: defesa e por conta de alimentos que os frequentadores jogam no rio.
O oficial orientou quem for vítima desse tipo de situação que limpe o ferimento e estanque o sangue, caso não esteja próximo de um bombeiro.
A estudante disse ainda que não pretende voltar à praia tão cedo. “Não tenho coragem de ir mais, não. Sinceramente, não posso arriscar que aconteça de novo”.
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