Política


MPF investiga presidente da Caixa Econômica após denúncias de assédio sexual


Publicado 29 de junho de 2022 às 14:39     Por Fernanda Sales     Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) investiga denúncias de assédio sexual contra o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães. O caso está sob sigilo.

Pedro Guimarães é um dos nomes mais próximos do presidente Jair Bolsonaro e está na presidência da Caixa desde o início do governo. Ele costuma acompanhar Bolsonaro em viagens e participava de lives com o presidente.

A denúncia de assédio foi divulgada na tarde desta terça-feira (28), pela coluna de Rodrigo Rangel, do site Metrópoles, que publicou relatos de cinco funcionárias da Caixa denunciando Pedro Guimarães por assédio sexual.

Segundo a coluna, todas elas trabalham ou trabalharam em equipes que servem diretamente ao gabinete da presidência da Caixa. Cinco concordaram em dar entrevistas, desde que suas identidades fossem preservadas. Elas dizem que se sentiram abusadas por Pedro Guimarães em diferentes ocasiões, sempre durante compromissos de trabalho.

Nos depoimentos, as mulheres relatam toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites heterodoxos. Em um dos relatos divulgados pela coluna, uma das denunciantes afirma que duas funcionárias da equipe foram chamadas para ir à piscina do hotel encontrar Pedro Guimarães. Ao chegar lá, entenderam qual era a ideia. Primeiro, elas se sentiram constrangidas a assistir à performance dele na piscina. “Ele parecia um boto, se exibindo. Era uma espécie de dança do acasalamento”, diz ela. Depois, afirma, uma das mulheres ouviu uma proposta indecente, feita por uma pessoa bem próxima a Guimarães: “E se o presidente quiser transar com você?”.

A coluna informou ainda que Pedro Guimarães foi procurado, mas não aceitou falar até a publicação da reportagem.

Ao site Metrópoles, a Caixa disse que “não tem conhecimento das denúncias apresentadas, que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio e que possui canal de denúncias por meio do qual são apuradas quaisquer supostas irregularidades atribuídas à conduta de qualquer empregado, independente da função hierárquica, que garante o anonimato, o sigilo e o correto processamento das denúncias”.



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