O Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército já gastou mais de R$ 1,5 milhão para aumentar a produção do medicamento cloroquina, para o tratamento de pacientes diagnosticados com covid-19. A informação foi divulgada pela ONG Repórter Brasil, neste sábado (20).
Segundo a reportagem, a ampliação da produção é alvo do Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga suspeita de superfaturamento nas compras do Exército, além da participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em suposta má aplicação de recursos públicos.
De acordo com a ONG, o Exército brasileiro firmou cerca de 18 contratos para compra da cloroquina em pó, além de insumos de fabricação, como papel alumínio e material de impressão.
Segundo cálculos feitos pela reportagem com base no portal de compras do governo federal, a compra dos materiais teria custado ao todo R$ 1.587.549,81. Sendo quase 95% dos gastos foram para a aquisição de 1.414 kg de cloroquina em pó.
Já os recursos, de acordo com o levantamento, teriam vindo do Tesouro Nacional e repassados ao laboratório pelo Ministério da Defesa.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu novamente os testes clínicos com a cloroquina e com a hidroxicloroquina, nesta quarta-feira (17). O uso do medicamento tinha sido suspendido anteriormente, quando um estudo relatou a ausência de benefícios e os possíveis riscos no uso.
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