O quarto leilão do programa Eco Invest Brasil confirmou, em 25 de maio de 2026, a liberação de R$ 13,2 bilhões para projetos de bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura verde. O anúncio foi feito em São Paulo pelos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e da Fazenda, por intermédio do Tesouro Nacional.
Do montante total, aproximadamente R$ 9 bilhões serão aplicados em iniciativas na Amazônia Legal, região que reúne nove estados e concentra a maior diversidade florestal do planeta. O resultado reforça a estratégia governamental de direcionar capital para atividades produtivas de baixo carbono e geração de emprego na floresta.
O certame atraiu propostas de oito instituições financeiras — Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, ABC Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Citibank, Itaú e Santander — que apresentaram demanda superior a R$ 7,1 bilhões em recursos catalíticos. Esse tipo de capital é aportado, em geral, por investidores que priorizam impacto socioambiental, como bancos de fomento, governos e filantropia, e serve para reduzir riscos e destravar verbas privadas.
Após a análise dos lances, foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico na linha principal, valor ofertado por ABC Brasil, Banco do Brasil, Bradesco e BTG Pactual. Segundo o Tesouro, a soma deve alavancar os R$ 13,2 bilhões finais, incluindo R$ 7,2 bilhões captados no exterior. A lógica de blended finance do programa determina que cada real público emprestado a 1% ao ano seja acompanhado por, no mínimo, três reais privados, dos quais 60% precisam vir de investidores estrangeiros.
“O 4º leilão, que trata da bioeconomia e da infraestrutura verde na Amazônia, é algo absolutamente inovador, impensável até pouco tempo atrás. É fantástica também a adesão do setor. Teremos investimentos estratégicos fundamentais”, declarou o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.
Lançado em 2023 dentro do Plano de Transformação Ecológica do Brasil, o Eco Invest já promoveu editais voltados à transição energética e à recuperação de áreas degradadas. Com a quarta rodada, o programa acumula mais de R$ 140 bilhões mobilizados.
Na mesma manhã de 25 de maio, o governo federal anunciou o quinto leilão, desta vez focado em inovação e projetos ligados a fertilizantes verdes, combustíveis avançados, inteligência artificial na indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias, veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos. A meta oficial é atrair mais de R$ 50 bilhões.
O cronograma do Tesouro prevê que as instituições financeiras classificadas nesta etapa apresentem seus planos de investimento nas próximas semanas. Após a aprovação técnica, os recursos começam a ser liberados ainda no segundo semestre, impulsionando empreendimentos que devem gerar empregos qualificados e avançar nos compromissos climáticos do país.
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