O líder do governo na Câmara dos Deputados, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que quer a ampliação do Bolsa Família para substituir o auxílio emergencial que deixou de ser pago em janeiro. Para o deputado, essa ampliação iria exigir uma fiscalização das prefeituras e teria como contrapartidas um bom desempenho escolar e a participação em cursos profissionalizantes dos beneficiários. As informações foram publicadas pelo Congresso em foco, nesta segunda-feira (8).
“O carente tem que estar verificado pela prefeitura. O cadastro anterior foi autodeclaração, as pessoas entraram lá e disseram que precisavam. Agora é dar para quem realmente precisa, a prefeitura vai lá, faz a verificação in loco de quem pede o Bolsa Família”, ressaltou Barros. E completou: “Estou propondo isso, mas tem gente que acha que não. O Guedes [ministro da Economia] diz ‘vamos levar metade do cadastro’. Sim, mas qual metade do cadastro?”, disse.
O parlamentar reforçou a ideia das contrapartidas vindas dos beneficiários. “Também estamos defendendo, com o ministro [da Cidadania] Onyx, a rampa de acesso social, que é obrigar além da presença escolar, o desempenho escolar, além da presença e desempenho, profissionalização dos adolescentes. A família que está recebendo, o filho tem que estar fazendo um curso profissionalizante, que é para rampa de ascensão social que a gente chama, sair da pobreza”, destacou.
Barros não comentou sobre valores. De acordo com o deputado, esse assunto ainda deve ser definido durante a votação do orçamento para este ano. “O orçamento é que vai dizer, esperamos pelo menos que isso seja decidido na Comissão de Orçamento. Eu espero, mas pode acontecer também que seja crédito extraordinário. Como não tem orçamento, tem como fazer crédito extraordinário e o auxílio entrar em vigor”, frisou.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









