Os presidentes do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL), se reuniram nesta quinta-feira (4) para discutir o cronograma da reforma tributária e anunciaram que a previsão é de que a matéria seja pautada, apreciada e votada em um prazo de até oito meses. As informações são do Metrópoles.
De acordo com a publicação, Lira e Pacheco informaram que “não vai haver briga por protagonismo entre as casas” e que “pouco importa” por onde será pautada a reforma. Os parlamentares também definiram um calendário. Segundo Pacheco, “a comissão mista concluirá seu trabalho até o fim de fevereiro, com apresentação do parecer por parte do deputado Aguinaldo Ribeiro. Na sequência, a reforma tributária se iniciará por uma das casas legislativas”.
Mais cedo, o presidente da comissão mista que analisa a matéria, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), afirmou que não pretende prorrogar, mais uma vez, o prazo dos trabalhos da comissão, que está prevista para acabar em 31 de março.
“Queremos uma reforma tributária que seja mais justa possível, que entregue ao país um sistema de arrecadação mais simplificado, menos desburocratizado e com mais justiça social, não inibindo o setor produtivo do Brasil”, explicou o presidente do Senado.
Para o presidente da Câmara, os dois poderes trabalharão juntos na discussão de reformas e de pautas tidas como prioritárias. Além da tributária, Lira tem pressa em relação a outras reformas, principalmente a administrativa. “Nosso compromisso na Câmara é tratar, com rapidez, da votação da reforma administrativa, e no Senado andar com a PEC Emergencial”, finalizou.
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