O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet no Palácio do Planalto e reiterou o apoio do Brasil à sua candidatura ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
A ONU nunca foi chefiada por uma mulher. Bachelet disputa a sucessão do atual secretário-geral, António Guterres, cujo segundo mandato de cinco anos (2022-2026) teve início em janeiro de 2017. O próximo titular da Secretaria-Geral tomará posse em 1º de janeiro de 2027, e as negociações diplomáticas já avançam entre países-membros.
Em publicação nas redes sociais, Lula ressaltou que a experiência de Bachelet como chefe de Estado e seu conhecimento profundo sobre a ONU a tornam apta para liderar o organismo e para ser a primeira mulher latino-americana a ocupar a função.
“Sua experiência como chefe de Estado e profunda conhecedora da ONU a credencia a ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização”, afirmou o presidente.
Durante o encontro no Planalto, segundo a Presidência, os dois discutiram o panorama internacional e defenderam a necessidade de reforma da ONU e de fortalecimento do multilateralismo como caminho para enfrentar crises globais. Não foram divulgados detalhes sobre a duração da reunião ou de compromissos específicos assumidos no encontro.
A candidatura de Michelle Bachelet foi apresentada no início de fevereiro pelos governos do Chile, do Brasil e do México. No fim de março, o Chile retirou o apoio após a mudança na Presidência chilena, com a chegada de José Antonio Kast ao cargo; Brasil e México mantiveram a candidatura da ex-presidente chilena.
Pelo princípio de rotatividade regional adotado pela ONU, países da América Latina e do Caribe defendem que o próximo secretário-geral seja originário dessa região.
Perfil
Michelle Bachelet, de 74 anos, foi eleita presidente do Chile em dois mandatos, de 2006 a 2010 e de 2014 a 2018. Antes de assumir a Presidência, ocupou os ministérios da Defesa e da Saúde no Chile. Sua trajetória política está vinculada à centro-esquerda, e ela atuou como uma liderança importante na resistência à ditadura chilena entre 1973 e 1990.
No âmbito internacional, Bachelet exerceu o cargo de alta comissária da ONU para os Direitos Humanos e também liderou a entidade ONU Mulheres.
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