A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), referência para partos de alto risco em Sergipe, o Banco de Leite Humano Marly Sarney (BLH) e o Ambulatório de Seguimento do Recém-Nascido de Alto Risco Maria Creuza de Brito Figueiredo acompanham mães e bebês desde o nascimento até os primeiros anos de vida, oferecendo atendimento humanizado e multidisciplinar. Nas três unidades, pacientes relatam trajetórias marcadas por dificuldades e superação.
A MNSL recebe diariamente gestantes que demandam cuidados intensivos. A unidade realiza mais de mil atendimentos e cerca de 400 partos por mês. Entre as pacientes atendidas está Kailane Araújo Santos, 23 anos, natural de Tobias Barreto. Encaminhada à maternidade após ruptura de bolsa, ela foi internada na Ala Rosa — setor destinado a gestantes de alto risco — e, com 34 semanas, teve parto normal do filho Hendrew. Kailane informou que este será seu primeiro Dia das Mães com o bebê em casa, pois a família já aguarda alta hospitalar.
A superintendente da MNSL, Lourivânia Prado, afirma que a unidade vai além do atendimento médico e prioriza acolhimento e humanização no cuidado às mulheres. Ela destaca a experiência profissional e pessoal envolvida no trabalho com mães, ressaltando responsabilidade e dedicação como marcas da assistência prestada.
Cuidado contínuo
O acompanhamento às mães segue após a alta por meio do Banco de Leite Humano Marly Sarney, que incentiva a amamentação, recebe doações de leite e atende mães com dificuldades para alimentar os recém-nascidos. A balconista Sandra Priscila Santos Souza, moradora de Nossa Senhora do Socorro, teve a bebê Maria Luíza em 24 de março deste ano, na MNSL. A filha nasceu prematura, com 34 semanas, e desde a alta é seguida pela pediatra do BLH, recebendo exclusivamente leite materno.
O Ambulatório de Seguimento também realiza o monitoramento de recém-nascidos de alto risco e suas famílias após a saída da maternidade. A operadora de telemarketing Irlane Santos Pinto, 29 anos, do conjunto Fernando Collor, levou a filha Alana ao ambulatório para acompanhamento mensal após a bebê ter nascido com 31 semanas e permanecido 40 dias internada. Irlane relatou que faz acompanhamento com pediatra e fisioterapeutas e valorizou o atendimento recebido.
Outra paciente atendida pelo ambulatório é Celina de Oliveira Santos, 40 anos, natural de Porto da Folha. Encaminhada à MNSL em razão de hipertensão e diabetes na gestação, ela deu à luz Alice Vitória com 35 semanas; a bebê teve 15 dias de internação e passou a ser acompanhada ambulatorialmente.
As unidades mantêm equipe multidisciplinar para suporte contínuo a mães e bebês prematuros, com foco na segurança materna, promoção da amamentação e reabilitação quando necessário.
Fotos: Valter Sobrinho
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