Mais de 930 famílias aracajuanas foram incluídas no Cadastro Único (CadÚnico) em janeiro deste ano, após o fim do pagamento do auxílio emergencial do governo federal, de acordo com dados da Coordenadoria de Políticas de Transferência de Renda da Assistência Social da capital sergipana.
Segundo a coordenadoria, houve um aumento da procura nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras). Ao todo, em janeiro, 937 famílias foram incluídas no CadÚnico. O cadastro permite o acesso a programas como o Bolsa Família, Identidade Jovem (ID Jovem), Benefício de Prestação Continuada (BPC), Tarifa Social, dentre outros.
De acordo com o levantamento, as unidades socioassistenciais do Município registraram 2.995 outros serviços, como prestações de informações, orientações, impressões de folha resumo ou consulta da situação cadastral e 3.254 atualizações de cadastros, por causa das mudanças na renda per capita, composição familiar, endereço ou encerramento do prazo para atualização cadastral.
Ao todo, quase 7,5 mil atendimentos foram realizados, em Aracaju, o que representa cerca de 10% do número de famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza residentes em na capital inseridas no Cadastro, de acordo com a Coordenadora de Políticas de Transferência de Renda da Assistência Social, Yolanda de Oliveira.
“Os operadores do Cadastro Único tiveram o acompanhamento constante da gestão, que reforçou, diariamente, a importância de atender com mais clareza as famílias, já que muitas delas chegam até os equipamentos com dúvidas e/ou sem acesso ao CadÚnico. Na pandemia, muitas famílias estão passando por situação de vulnerabilidade temporária, por isso, nós, que atuamos na política de assistência social enquanto garantidores de direitos, precisamos fazer com que a população acesse as políticas de assistência social”, explicou.
Podem realizar o Cadastro Único, famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa ou renda mensal total de até três salários mínimos; aquelas com renda acima de três salários mínimos, desde que possuam algum vínculo com as políticas da Assistência Social, como, por exemplo, pessoas que sofreram violações dos seus direitos (mulheres vítimas de violência doméstica, idosos em situação de risco). A inscrição pode ser feita em todos os 16 Cras da capital.
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