Após causar polêmica por causa da viagem para Nova York que custou R$ 78 mil aos cofres públicos, o secretário Especial da Cultura, Mario Frias afirmou que todos os gastos foram aprovados pelo Ministério do Turismo, e que o valor não é excessivo.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, Mario Frias foi questionado se devolveria os valores gastos durante a viagem pedida em caráter de urgência. O secretário rebateu as críticas e afirmou que estava em comitiva oficial. “Devolver o quê, garoto? Eu tô trabalhando. Eu fui numa comitiva oficial. Custos têm que ser cobridos”, disse Frias.
De acordo com os dados no Portal da Transparência, apenas as passagens de ida e volta tiveram o custo de R$ 26 mil para cada um dos servidores. Frias afirmou que foi conversar com o mercado da Broadway com o objetivo de desenvolver a instrução normativa relacionada à Lei Rouanet.
Durante o período de viagem, o secretario teve apenas uma agenda com três reuniões. A primeira com o empresário Bruno Garcia, que se apresenta como especialista em Nova York; outra com a estrela mundial do jiu-jítsu Renzo Gracie; e a terceira com os produtores Marc Routh e Simone Genatt.
Por meio das redes sociais, o secretário especial afirmou que não gastou o valor divulgado pela mídia. Além disso, ele acusou os veículos de comunicação de usarem manchetes inverídicas e sensacionalismo.
“Tenho todos os documentos que comprovam a mentira propalada por esses jornalistas e estamos avaliando notificá-los para prestar explicações, de forma judicial, sobre essas fantasiosas informações”, disse.
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