
O desaparecimento de Marcelle Araujo da Silva, 18 anos seguia sem novidades até que sua cunhada investigou os últimos passos da jovem e descobriu o corpo na casa do suspeito, um chinês de apelido “Xau”.
A descoberta do corpo da jovem Marcelle Julia Araújo da Silva, de 18 anos, contou com uma investigação heroica feita por Layssa Oliveira, de 24 anos.

Chinês está foragido
A adolescente foi encontrada morta no último sábado, dia 14 de junho, na casa do suspeito do assassinato, o comerciante Zhaohu Qiu, cidadão chinês de 35 anos, conhecido como Xau. Ele teria levado o cadáver para sua casa, na comunidade Beira Rio, na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro, onde ela foi mutilada por cães.
Como aconteceu?
Na noite da última quarta-feira, 12 de junho, a adolescente foi a uma outra casa próxima alugada pelo chinês, que considerava amigo, durante a madrugada, sem avisar à família.
Segundo os familiares, amigas relataram que o chinês teria dito que comprou uma cesta de Dia dos Namorados, para que ela fosse buscar. Marcelle completaria 19 anos no próximo dia 1º.
Na manhã seguinte, ao perceber que a jovem não voltara para casa, a família começou a ligar para as amigas com quem Marcelle tinha encontrado e até para o próprio suspeito, sem maiores indícios de onde ela poderia estar. Mas a busca de Layssa foi determinante. Ela pediu os registros das câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais da rua da casa de Xao, que fez ela desvendar os fatos, na tarde deste sábado.
Corpo mutilado por cães
As imagens foram obtidas pela família da vítima, preocupada com o desaparecimento. A primeira hipótese foi de que o homem estaria mantendo Marcelle presa na residência da Pavuna. Ao chegar lá, a cunhada da vítima conseguiu entrar no local com a ajuda de uma amiga do suspeito que tinha a chave para alimentar os cães, e encontrou o corpo da menina mutilado por cachorros.
A polícia ainda aguarda exames para averiguar qual foi a causa da morte de Marcelle, mas já se sabe que o corpo não tinha marcas de tiros ou de esfaqueamento. Antes do crime, a família conta que não imaginava que a jovem poderia estar em perigo, pois o suspeito não se mostrava agressivo.
— Ele ia na casa dela, muitas vezes levava yakisoba lá, não se mostrava uma pessoa ruim. Ele teve frieza, ainda estava circulando pela comunidade até ontem. Acho que foi quando percebeu que estávamos procurando ela — conta a cunhada da vítima, Layssa Oliveira.
O suspeito está foragido.
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