Durante as últimas semanas, o Congresso deixou algumas Medidas Provisórias (MP), que foram editadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), perderem o prazo de validade. Embora o governo veja isso como uma vitória, alguns parlamentares afirmam que estas ações são consequência da falta de articulação política do Executivo relacionada às propostas que impactam as contas públicas. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de São Paulo, nesta segunda-feira (10).
O líder do governo na Câmara dos Deputados, Vitor Hugo (PSL-GO), publicou um vídeo em uma rede social em que dizia que foi vitória para o Executivo a perda da validade das MPs 946, que autorizava o saque do valor de R$ 1.045 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), e 950, que desobrigava famílias de baixa renda a pagar a tarifa de energia elétrica.
Para justificar a ação do governo em pedir a retirada da duas MPs da pauta, o parlamentar argumentou que o Executivo já tinha atingido o resultado que era desejado durante o período que as medidas estiveram vigentes. “E a gente não precisa gastar tempo votando o texto da medida provisória que já resolveu o problema”, alegou.
A retirada das medidas está sendo um último recurso utilizado pelo governo após congressistas usarem projetos do próprio Executivo para estender despesas públicas. A ação acabou contrariando o Ministério da Economia. Segundo a publicação, alguns líderes afirmam que, além da falta de articulação dentro do Congresso, existem algumas falhas de comunicação interna no próprio governo.
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