Os militares próximos ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao vice-presidente Hamilton Mourão tentam promover uma reaproximação entre os dois. Segundo o colunista Josias de Souza, do Uol, Mourão se mostrou ‘receptivo’, mas Bolsonaro, ‘nem tanto’.
O presidente chegou a criticar a postura do seu vice por comentar sobre a expectativa de uma reforma ministerial após a eleição das presidências da Câmara e do Senado e a possível demissão do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Segundo Bolsonaro, o governo não precisa de “palpiteiro”.
Mesmo se incomodando com o ministro, pela Constituição, Bolsonaro precisa manter relações administrativas e não pode demiti-lo.
Outra irritação de Bolsonaro, foi a troca de mensagens em que um assessor de Mourão insinuou ao auxiliar de um deputado que o vice estaria aberto a conversar sobre impeachment. Mourão demitiu o assessor. Mas o episódio potencializou o mal-estar.
Segundo o colunista, Mourão foi a quinta opção de vice. Foi escolhido depois que fracassaram as tentativas de Bolsonaro de se acertar com Magno Malta, Janaína Paschoal, Augusto Heleno e Luiz Philippe de Orleans e Bragança.
Na Câmara, há pedidos de impeachment contra Bolsonaro, mas segundo a coluna, nenhum deve prosperar por que Bolsonaro passou a dispor de sustentação parlamentar e também por que o presidente dispõe de algo como 30% de aprovação nas pesquisas. A popularidade de Dilma Rousseff, quando foi afastada, rodava na casa dos 7%. Por último, há o fator batizado por Eduardo Bolsonaro de “faca na caveira”. Mesmo quem grita “Fora Bolsonaro” não se anima a entoar o coro de “Mourão presidente”.
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