O Ministério da Saúde segue com dificuldade de desembolsar recursos para o combate à covid-19. De um total de R$ 39 bilhões reservados para ações na epidemia, 66% seguem parados, sem previsão de quando poderão ser desembolsados. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, publicada no jornal Folha de São Paulo, neste sábado (20).
De acordo com a publicação, do total, R$ 11,4 bi deveriam ser destinados para ações diretas do ministério, como aquisição de respiradores, máscaras e outros itens essenciais. Mas 75% dos recursos estão no cofre e sequer se transformaram em pedidos de compra.
A coluna afirma também que o dinheiro já empenhado em contratos e pago chega a apenas R$ 1,3 bilhão, ou cerca de 11% do total. A situação melhora, segundo a publicação, na parte reservada para transferência a estados. Ainda assim, 59% dos R$ 10 bilhões destinados às unidades da federação seguem parados.
Dos R$ 16,9 bilhões destinados aos municípios para o combate à covid-19, 66% estão parados. Os dados são do mais recente boletim da comissão financeira que acompanha a execução do orçamento para o Conselho Nacional de Saúde (CNS).
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