Investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apontam o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) como o “líder” de uma organização criminosa que funcionava em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A informação foi divulgada pela revista Veja, nesta sexta-feira (19).
Segundo a reportagem, para o MP-RJ, o senador comandava a suposta organização enquanto ainda era deputado estadual. O ex-assessor Fabrício Queiroz, preso pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (18), é apontado pelo MP fluminense como operador do esquema. Além disso, os repasses teriam chegado a R$ 2 milhões entre abril de 2017 a dezembro de 2018.
De acordo com a publicação, a decisão do juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau diz que, segundo a Promotoria, algumas movimentações bancárias e período no qual foram feitas são evidências que mostram a função de Queiroz no esquema.
“Tanto na arrecadação dos valores desviados da Alerj quanto na transferência de parte do produto dos crimes de peculato ao patrimônio familiar do líder do grupo, o então deputado estadual Flávio Nantes Bolsonaro”, disse a promotoria.
Ainda segundo a reportagem, os pagamentos à família de Flávio Bolsonaro revelam que o ex-assessor não era um apenas mais funcionário do seu gabinete quando ele era deputado. Pois o padrão de vida do policial militar reformado “parecia estar acima de suas posses”, e que ele estava recebendo dinheiro para se manter nos últimos meses, enquanto estava no imóvel do advogado Frederick Wassef, em Atibaia, interior de São Paulo.
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