Uma denúncia do Ministério Público (MP) diz que a ex-deputada federal Cristiane Brasil (PTB) e o secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro, Pedro Fernandes, faziam parte do núcleo político de uma organização criminosa que fraudou licitações de quase R$ 120 milhões. A informação foi divulgada pelo jornal Estado de São Paulo, nesta sexta-feira (11).
Segundo a investigação, a organização criminosa era composta por três núcleos: empresarial, político e administrativo. O núcleo do qual Cristiane e Pedro faziam parte era responsável por viabilizar fraudes em licitações e prorrogar os contratos fraudulentos, com recebimento de propina que variava de 5% a 25% do valor pago pelo acordo.
Pedro Fernandes foi preso nesta sexta-feira (11) na segunda etapa da Operação Catarata, aberta para cumprir cinco mandados de prisão preventiva e realizar seis buscas em endereços dos bairros de Copacabana, Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Já Cristiane se apresentou nesta tarde à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Além deles, foram alvos das ordens de prisão o empresário Flávio Salomão Chadud, seu pai, o delegado da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), Mario Jamil Chadud e o ex -diretor de administração financeira (DAF) da Fundação Leão XIII, João Marcos Borges Mattos.
A Promotoria atribuiu ao grupo crimes de organização criminosa, fraudes licitatórias, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais, além do crime de embaraçar investigação de organização criminosa.
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