O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, renunciou o cargo e anunciou a dissolução de seu gabinete, nesta segunda-feira (10). A decisão foi tomada após as sucessivas renúncias de integrantes de sua equipe como resultado dos protestos após as explosões no porto de Beirute.
Segundo o Uol, Diab afirmou em entrevista à televisão que as explosões no porto de Beirute foram o resultado de uma “corrupção endêmica” e por isso decidiu “caminhar com o povo”.
“Criamos um trabalho e, apesar de tudo isso, as vozes e as críticas não cessaram. Nossa esperança era a mudança que os libaneses estão pedindo. Mas entre nós e as mudanças há um muro muito grande protegido por uma classe que luta com meios não muito corretos e domina a sociedade desse país. O sucesso desse gabinete era a mudança. Por isso anunciou a demissão de todo o gabinete. Que Deus abençoe o Líbano”, disse Diab.
De acordo com a publicação, durante todo o discurso, o Hassan Diab alegou que um grupo de pessoas o acusou de corrupção, no entanto não identificou os integrantes.
“Eles tentaram jogar toda a responsabilidade neste gabinete. Este gabinete fez todo o esforço para traçar uma estratégia contra a corrupção, demos tudo para salvar esse país, porque queríamos um futuro melhor para os nossos filhos. Não temos interesses pessoais. Tudo o que queríamos era reconstruir esse país”, completou.
Segundo o governo libanês, ao menos 160 pessoas morreram nas explosões que atingiram a área portuária da cidade. O acidente deixou cerca de 5.000 feridos e mais de 300 mil desabrigados.
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