A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, defendeu a permanência do Brasil na Organização Mundial da Saúde (OMS), possibilidade cogitada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A declaração foi ao colunista Guilherme Amado, da revista Época, neste domingo (07).
“Não vejo nenhum sentido de o país sair da OMS. O Brasil, inclusive, propôs sua criação após a Segunda Guerra. Cooperação internacional é fundamental e faz parte da história da Fiocruz, especialmente na pandemia”, disse a pesquisadora. Bolsonaro ameaçou retirar o país da OMS, acusando-a de”viés ideológico”, sem apontar por que dizia isso.
À frente da fundação que completou 120 anos em maio, Trindade pediu cautela ao flexibilizar o isolamento social e sentenciou: “Em estados com muito casos de covid-19, como o Rio, as medidas de isolamento devem ser mantidas. É preciso muito cuidado. Temos de proteger vidas. Se tivermos aglomerações, infelizmente teremos aumento de casos”.
Nísia Trindade afirmou que a Fiocruz terá capacidade de produzir para todo o país a vacina definida contra o coronavírus, e defendeu que a transparência de dados da pandemia é tão vital quanto uma vacina.
Leia mais:
Bolsonaro ameaça retirar Brasil da OMS, a exemplo dos EUA
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









