Os novos registros civis com nome social foram entregues a pessoas trans, nesta sexta-feira (29), dia nacional da Visibilidade Trans, em Aracaju. O serviço de retificação do documento iniciou em 2019 na capital e já atendeu a 260 casos.
A vice-prefeita Katarina Feitoza participou do ato de entrega. Segundo ela, o novo registro civil contendo o nome social atende às demandas da população trans, sendo que a principal delas é a retificação do nome na documentação. “É uma forma efetiva de criar políticas públicas voltadas para a comunidade trans e, com isso, fomentar a sua inserção na sociedade”, frisou.
“É um recomeço muito emblemático na vida dessas pessoas, que não mudam apenas o nome no documento, mas a forma como são vistas pela sociedade como um todo”, completou.
De acordo com um dos idealizadores do projeto, Marcelo Lima, os novos documentos são cruciais no país. “Nesse dia tão significativo, é emblemático entregarmos esses novos documentos, pois eles representam muito. É muito simbólico entregar certidões com nome social num país que mais mata trans no mundo”, afirmou.
O Brasil registrou 175 mortes de pessoas trans, em 2020, o que representa um aumento de 41% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 124 homicídios. Com isso, o país se mantém no topo das nações que mais matam travestis e transexuais no mundo, de acordo com dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).
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