A nova variante do Sars-CoV-2 que se disseminou no Reino Unido não é uma ameaça às vacinas contra a covid-19, segundo o especialista em genética da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Renato Santana. A informação é do jornal O Globo.
Segundo a publicação, Santana estuda características genéticas do coronavírus em circulação no Brasil. O especialista afirma que uma outra linhagem se tornou dominante em questão de poucos meses, mais um sinal de que, apesar de as mutações não indicarem uma ameaça às vacinas, uma vigilância genética do vírus é parte crucial da estratégia contra uma pandemia de covid-19.
De acordo com Rafael Santana, existem indícios, mas não há comprovação de que mutações no vírus poderiam ter aumentado a capacidade de transmissão. “Os vírus mudam sempre, e são essas mudanças que levam ao surgimento de novas cepas ou variantes, que podem ou não ser mais perigosas. Mais de quatro mil mutações foram descritas no Sars-CoV-2 desde o início da pandemia”, disse.
Ao todo, mais de quatro mil mutações foram descritas no Sars-CoV-2 desde o início da pandemia, segundo o especialista.
“Quando uma delas dá algum tipo de vantagem ao vírus, ela acaba por se tornar dominante. A mutação N501Y, uma das encontradas na linhagem do Reino Unido, chama a atenção porque ocorreu numa região importante da proteína que o Sars-CoV-2 usa para invadir as células”, explicou.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a mutação está se espalhando mais rapidamente do que a versão original, mas não é considerada mais letal.
Leia mais:
Reino Unido identifica nova variação do coronavírus que pode se multiplicar rapidamente
OMS diz estar acompanhando nova mutação do coronavírus com autoridades do Reino Unido
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









