O número de famílias em extrema pobreza no Brasil e cadastradas no Cadastro Único federal (CadÚnico) chegou a 14 milhões, e atingiu o maior índice desde 2014. Ao total, de acordo com o Ministério da Cidadania, são 39,9 milhões de pessoas vivendo na miséria no Brasil.
Além disso, em outubro de 2020, era 2,8 milhões de famílias em situação de pobreza. Estas possuem renda per capita média entre R$ 90 e R$ 178. Já as que vivem na miséria possuem renda de no máximo R$ 89 por pessoa. Entre fevereiro de 2019 e outubro de 2020, quase um milhão de pessoas passaram a viver na miséria no Brasil.
O CadÚnico utiliza os dados das famílias que são atualizados com frequência para abrangência de famílias em programas sociais federais. De acordo com a renda de cada família, o governo paga um valor complementar como ajuda. Caso a família esteja inscrita e seja aprovada no Bolsa Família, o valor varia entre R$ 41 e R$ 205.
Segundo o portal UOL, as famílias cadastradas na extrema pobreza no Brasil dispararam no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e aumentaram em 1,3 milhão em relação ao deixado por Michel Temer (MDB) em dezembro de 2018. Para 2021, com o possível fim do auxílio emergencial, a tendência é que tal número cresça ainda mais.
A média do valor pago ao final de 2020 por família era de R$ 329,19. Porém, com o fim do auxílio emergencial à vista, a média deve baixar para o valor pré-pandemia da covid-19, que era de R$ 190 por pessoa em média.
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