Pela primeira vez, o número de filiados a partidos políticos diminuiu em ano de eleição municipal. O número de pessoas vinculadas a legendas em 2020 caiu 2% se comparado às eleições de 2018. O total é de 16,49 milhões de pessoas vinculadas a 33 partidos. As informações são do jornal O Globo.
Mesmo sendo pequena, é uma queda inédita. A única já registrada havia sido em 2006, para eleições federais e estaduais. O fato tem mostrado um certo distanciamento entre eleitores e partidos, especialmente os mais tradicionais, que se fortaleceu nos últimos anos. Ainda segundo o levantamento, o número de eleitores entre 16 e 17 anos aptos a votarem é 55% menor que o de 2016, com o pior resultado neste sentido em 30 anos.
Ademais, é a primeira vez que as coligações não valerão para vagas nas Câmaras municipais. A conta agora não será mais feita pelos partidos da coligação, e sim pela votação dos candidatos de cada legenda. Com isso, as legendas lançam mais nomes, mesmo com menos filiados.
Partidos menores, desta forma, tentam se consolidar nos municípios. Segundo o levantamento, Novo, Rede, PSOL e PSD registraram o maior aumento entre os filiados. Já o tradicional MDB teve queda de 8% entre os filiados.
Isso também gera uma reorganização política. Em vez dos velhos partidos como como PT e PSDB polarizando esquerda e direita, novos espectros aparecem, principalmente com políticos e partidos mais jovens, sejam na direita, na esquerda e no centro.
Na esquerda, Rede e PSOL surgem como dissidências do PT. Na direita, o PSL e o Novo vêm se destacando, principalmente o primeiro após a eleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018. E no centro, nota-se o crescimento do PSD.
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